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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Aprenda a se levantar

Você já deve ter visto algum rodeio, ou pelo menos cenas de um rodeio. Normalmente se dá maior enfoque aos tombos, que são um espetáculo a parte. É fantástico como eles voam metros acima do chão, caem e, num piscar de olhos, já estão de pé.
Isto é porque eles tem uma técnica própria para cair, e como sabem cair sem se machucar, ou pelo menos sem se machucar muito, levantam-se rápido, batem a poeira, e saem risonhos, acenando para a plateia, sem esquecer do chapéu.
Nesta plateia tem gente torcendo para que tudo acabe bem, e também gente torcendo para que ele se machuque, mas ele não busca identificar diferenças entre as pessoas da plateia, apenas sorri e agradece a todos por igual, e, principalmente, agradece a Deus, que o protegeu.
Esta técnica de cair eles aprendem não só com a própria experiencia, mas também buscando a experiencia de outros que vieram antes e lhe ensinaram o que sabiam. Ele, por sua vez, aproveita tudo o que lhe passaram, dá um toque pessoal, aperfeiçoa a técnica, e fica melhor que os seus antecessores. Depois, quando se aposentar, ele repassa para outro mais novo, que por sua vez será melhor que ele, o que o encherá de orgulho.
Conosco o processo é semelhante. A cada vez que caímos, adquirimos experiencia, e vamos aprendendo a cair sem machucar, e a levantar rápido.
Aproveitemos o exemplo dos peões: Ao cair, caia de forma a não se machucar tomando ações preventivas e corretivas para amortecer a queda, pois, assim como no rodeio, você não vai ficar em cima do touro para sempre. Você vai cair. É só uma questão de permanecer o maior tempo possível.
Outro bom exemplo a ser seguido é, ao levantar, sorrir e agradecer a todos a sua volta, sem procurar identificar quem torceu a favor ou contra, pois isto realmente não importa.
Terceiro exemplo, que é o objetivo deste artigo: busque na experiencia de quem veio antes de você as técnicas para se prevenir da queda, de como se comportar durante e depois da queda. Existem várias fontes, mas a melhor que eu conheço é o evangelho de Jesus. O Mestre, quando caminhou entre nós, deixou, através do exemplo pessoal, o código de conduta mais completo que pode existir. Ele nos ensinou a amar os inimigos, a fazer o bem incondicionalmente, a ser bom e honesto, a fazer ao próximo como gostaríamos que fizessem conosco, a dar a outra face, e sobretudo, a amar a Deus sobre todas as coisas, lembrar sempre que tudo está de acordo com a vontade do Pai (Abba, como ele dizia). Nos ensinou que ter fé é confiar que a nossa queda foi com o consentimento de Deus, e se Ele consentiu, então é porque algo de bom resultará desta queda. Isto é ter fé.
Quarto exemplo : coloque o chapéu e mantenha a elegância, não por orgulho, mas porque não temos o direito de causar constrangimento nos outros por conta dos nossos problemas.
Quinto exemplo: seja melhor que seu antecessor, e prepare alguém para ser melhor que você. Os últimos serão os primeiros, lembra?
Sexto, e mais importante exemplo: peça proteção antes de montar o touro, mas nunca esqueça de agradecer a Deus, durante e após o tombo.


Um Abraço Fraterno.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A vez dos Mansos

Durante a história humana encontramos inúmeros relatos sobre a dominação dos mais fortes sobre os mais fracos, chegando muitas vezes a confundir isto com a seleção natural enunciada por Darwin. A seleção natural não é a sobrevivência do mais forte e sim do mais adaptado, que nem sempre é o mais forte fisicamente.
A força bruta sempre teve sua imagem associada aos heróis e líderes, quando a mansidão era vista como fraqueza, algo do qual todos deveriam se envergonhar, sinônimo de covardia.
Jesus, durante sua missão, assegurou que os mansos herdariam a terra (Mateus 5:5).
O Dicionário Aurélio define manso como sendo “de gênio brando, ou índole pacífica; bondoso; pacato”, nada associado a covardia ou fraqueza.
Nos últimos tempos, mais nas últimas duas décadas, temos observado um fenômeno mundial espontâneo, não planejado: as ditas minorias oprimidas se agrupando para, pela força da união, se protegerem. No começo sob fortes pressões, e sempre avançando com firmeza, ganhando cada vez mais a aprovação popular.
Hoje começamos a ver estes grupos isolados se fundindo com outros cada vez mais diferentes, formando grandes aglomerados de mansos e pacíficos, onde os opressores não encontram espaço, e são cuspidos para fora, desta forma se protegendo mutuamente, e conseguindo seguir suas vidas em paz.
Exemplos que tornam este fenômeno bem observável são as leis que proíbem, e até punem, atos de discriminação racial, discriminação religiosa e ideológica, os atos de bullying, a proteção a liberdade de expressão, a proteção ao menor, retirando-o do trabalho explorador e colocando na escola.
É bem verdade que o mal ainda ocupa grande espaço, mas até os maus se preocupam cada vez mais com a opinião pública, que por sua vez, está cada vez mais solidária aos mansos.
Os mansos hoje são a maioria mundial, a despeito do que a imprensa baseada em lucros insiste em apregoar.
Se você tem dúvida disto, basta seguir a sugestão de um comercial mundial de uma grande marca de refrigerantes, e digitar em um site de buscas as palavras ódio, amor, gerra, paz, armamento, brinquedo, só para começar.
Vejo isto como a promessa dO Messias se cumprindo, vejo os mansos assumindo a administração do mundo, vejo os mansos herdando a terra.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As oportunidades desperdiçadas



           Sabe aqueles quebra-cabeças feitos com dois pregos entortados e encaixados, em que você tem que descobrir como desencaixá-los. Pois é, Alfredo ganhara um de presente, e, obviamente, quem o presenteou não ensinou o segredo, deixando a ele descobrir por conta própria.
           Nos primeiros dias Alfredo se entregou avidamente ao quebra-cabeça. Tentou de tudo o que pôde sem sucesso.
           Com o passar do tempo, foi diminuindo o manuseio, mas não tirava o brinquedo do bolso, e pior, da cabeça. Dormia e acordava pensando nisso. Já se tornava uma obsessão.
           Um dia, caminhando pela praia, tropeçou em um objeto de metal. Era uma lâmpada, daquelas de Aladim.
           Alfredo pegou aquilo, e pensou:
           - Será?...
           Esfregou. Não custava nada...
           E não é que saiu de dentro um gênio. Não era parecido com o do desenho, parecia mais um cantor de trio elétrico, mas fez a mesma oferta: Em agradecimento por sua libertação, conceder-lhe-ia um desejo.
           - Mas não eram três?
           - Não, respondeu o gênio. Isso era coisa do cinema americano. Segundo o Conselho Regional dos Gênios, a remuneração básica do libertador (a título de honorários) era de um pedido, e o gênio não queria ter problemas com o CRG.
           O gênio esclareceu que Alfredo podia pedir qualquer coisa, pois sua habilitação era de sênior, o que lhe conferia poderes ilimitados (menos, é claro, o de sair sozinho da lâmpada).
           
           Alfredo então sorriu como criança, e sem refletir pediu: - Quero que você me mostre a solução de como eu desencaixo estes dois pregos...

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           As vezes focamos tanto um problema bobo que deixamos a oportunidade da nossa vida passar.
           Faça um balanço dos “quebra-cabeças” que você carrega no bolso, organize-os em ordem de prioridade, jogue fora aqueles que não são realmente importantes, mesmo que muito interessantes.           

           Desapegue-se para que não se tornem obsessão.

           Observe a sua volta com mais atenção.


           Pode ser que você já esteja com a lâmpada mágica nas mãos e nem tenha se dado conta.


           Um Abraço Fraterno